A um ambiente de suspense e investigação, junta-se o fantástico e a explicação para estas mortes será tudo menos simples.
Segundo livro de Zoran Zivkovic a chegar até nós, o Último Livro é de leitura compulsiva.
Regina
Este livro vem envolto em mistério e isso aguçou a minha curiosidade. A técnica de marketing resultou plenamente, mas, em abono da verdade, o texto não precisa dessas artimanhas pois é de facto muito bom.
John Fante, escritor Americano que viveu entre 1909 e 1983, só começou a ser devidamente reconhecido após a sua morte tendo sido fonte de inspiração para autores como Jack Kerouac e Charles Bukowski.
Depois de há dois anos ter travado conhecimento com a escrita de Ignacio Del Valle por intermédio do seu romance A Arte de Matar Dragões, decidi repetir a dose e embrenhar-me neste relato da derrocada do reich.
Owen cresceu dividido entre um lar desfeito e um avô pastor e casmurro. Muitos anos mais tarde a sua vida é inesperadamente destruída e após algum tempo de luta e desespero a única solução é o regresso às raízes.
O cenário onde este romance se desenrola é, como o título nos indica, o Hotel du Lac junto ao lago de Lehman na Suiça. A protagonista é uma escritora de sucesso Inglesa que após se envolver numa situação problemática se vê forçada a este exílio. Os dias tranquilos do final de Verão serão uma oportunidade de auto-descoberta e ditarão uma viragem na vida de Edith.
Tal como nos é dito logo na capa, esta é "a história verdadeira de Enaiatollah Akbari". A história deste rapaz começa no Afeganistão, o seu país de origem, quando ele tem, segundo calcula, cerca de 10 anos. A sua mãe leva-o para um abrigo para refugiados no Paquistão e aí o abandona, para que fique mais protegido. Começa então a sua luta pela sobrevivência, com tudo o que implica viver como um clandestino, desde o trabalho ilegal, o medo da polícia, a fome, sempre fugindo de país em país em condições desumanas e de alto risco, até encontrar o lugar ao qual chamar casa - que será aquele onde ninguém, pelo menos, lhe faça mal.
Como pode um pequeno livro escrito há quase 100 anos ser tão marcante ainda nos dias de hoje? O Grande Gatsby só tem de pequeno o seu volume pois a história que F.Scott Fitzgerald nos conta é, na sua simplicidade, de grande qualidade.
Ivan Turguénev é um dos grandes nomes da Literatura Clássica Russa e este pequeno romance ( lê-se em pouco mais de uma hora) é um belo exemplar da obra deste autor. O Primeiro Amor é o relato de Vladímir Petróvitch da sua primeira experiência de amor quando tinha 16 anos.
Herta Müller, Prémio Nobel da Literatura de 2009, é uma escritora Romena há vários anos radicada na Alemanha e que neste livro, composto de vários ensaios (alguns proferidos em conferências ou já anteriormente editados), nos traz novamente os temas da ditadura, da perseguição política, do medo, do exílio.
Howard Norman, um conceituado escritor norte-americano, mas que reside actualmente no Canadá, foi nomeado duas vezes para o National Book Award e recebeu o Lannan Award em ficção. Em português, pode ler-se o seu romance A Herança da Filha, editado recentemente pela Civilização.
Apesar do tema abordado, este é um livro de leitura acessível e interessante. Pepsi é órfão de mãe e rejeitado pelo pelo pai, Maria é uma menina de oito anos por quem este se sente responsável e que, considerando os riscos que correm, Pepsi decide levar de volta ao seu país Natal e à sua família de origem. No percurso atribulado desta viagem temos contacto com o mundo terrível das crianças de rua da América Latina: fome, drogas, prostituição, doenças; com forças policiais corruptas e violentas.
Nesta novela Hernán Rivera Letelier leva-nos, mais uma vez, tal como em A Arte da Ressurreição, à Pampa Chilena onde vamos conhecer Maria Margarita, única filha de uma família numerosa e miserável e cuja aptidão para reproduzir as histórias que vê no cinema da mina lhe valem o título de Contadora de Filmes. Progressivamente a audiência familiar vai-se alargando e em breve a sala fica cheia de vizinhos- adultos e crianças. Num ambiente de grande pobreza os momentos de evasão proporcionados pelos filmes que vão chegando são um escape tanto para os espectadores quanto para Maria Margarita que passa a viver em função destas sessões e se auto-intitula Hada Delcine.
Mohamed vive com Madame Rosa num sexto andar sem elevador no bairro de Belleville-Paris nos finais dos anos 60.
Este é o terceiro volume da Trilogia do Mal que, juntamente com os anteriores A Ofensa e Derrocada, deram visibilidade a Ricardo Menéndez Salmón na literatura Espanhola actual.