quinta-feira, 11 de março de 2010

1º Encontro de Literatura Infanto-Juvenil



















Para consultar o programa, clique na imagem.


Nos dias 23 e 24 de Abril irá decorrer o 1º Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da S.P.A., na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O encontro contará com a presença de Osvaldo Manuel Silvestre, António Torrado, Manuel António Pina, Jorge Sousa Braga, João Paulo Cotrim, entre outros.

terça-feira, 9 de março de 2010

O coração e a garrafa

Do autor de O Incrível Rapaz que Comia Livros, chega-nos este livro fantástico, cheio de sensibilidade, sentimentos e significado. Trata-se da história de uma menina que tinha muita curiosidade acerca do mundo que a rodeava e havia alguém que se sentava numa cadeira e lhe dava respostas às perguntas que ia colocando. Um dia, a cadeira está vazia e a menina coloca o seu coração numa garrafa. Agora já não tem assim tanta curiosidade acerca do mar, dos animais...de nada. Até que um dia surge alguém que, tal como ela há algum tempo atrás, tem muitas questões ávidas de resposta... Para saber mais sobre esta obra, venha folheá-la connosco.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Verão

As minhas anteriores leituras de Coetzee deixaram-me na expectativa quando soube da edição deste seu novo livro. Apesar de ser uma autobiografia, que não é o meu género favorito, decidi pegar-lhe logo que ele chegou. Posso afirmar que a expectativa não foi defraudada.
O livro fala-nos de um período da vida do autor nos anos 70 em que ele não é ainda um escritor famoso. A forma original como escolheu contar-nos a sua história é logo à partida uma mais valia : O escritor, prémio Nobel John M.Coetzee morreu e um autor Inglês decide escrever o retrato da sua vida durante um período de cerca de quatro anos. O meio que escolhe para saber mais acerca do escritor é entrevistar cinco pessoas que contactaram com ele durante esses anos. Este não é um livro de auto-promoção, antes pelo contrário - a imagem que os entrevistados têm de Coetzee é a de um homem que é de certa forma um falhado, um perdedor. Regressado há pouco tempo a uma África do Sul na qual não consegue encaixar-se, não tem um emprego à sua altura, não tem uma namorada, vive com um pai doente numa casa decadente, enfim, é um exemplo a não seguir.
São abordadas algumas questões habituais em Coetzee relacionadas com o domínio branco na África do Sul e com o seu mal-estar perante uma sociedade caracterizada pelo Apartheid. Também as questões literárias são tema, nomeadamente com a dificuldade que o autor tem em exprimir-se seja oralmente, seja por escrito ( tendo aqui a poesia um papel relevante na história ). São os anos em que o escritor tenta definir um rumo para a sua vida, que não tem absolutamente nada do glamour que se poderia esperar de um autor tão conceituado.
Pelos vários motivos referidos esta é uma leitura extremamente agradável quer se conheça ou não a obra do autor.

Regina

sábado, 6 de março de 2010

Correntes D'escritas 4

Com a última mesa de debates chegava o encerramento. Este foi o momento escolhido para uma homenagem emotiva a Rosa Lobato de Faria na qual o seu editor leu um texto de despedida e o poeta Aurelino Costa disse dois poemas da homenageada. Seguiu-se a entrega dos Prémios Literários que tinham sido anunciados no primeiro dia das Correntes.
Após o discurso de encerramento todos os autores presentes foram chamados ao palco, momento retratado na foto acima.

Como balanço dos dois dias passados nesta verdadeira festa, pelo menos para quem é fã de livros, fica a confirmação dos comentários há vários anos lidos e ouvidos de que este é um acontecimento único em Portugal, com o melhor dos ambientes e com uma excelente organização. Ficam memórias de um convívio excepcional e uma tremenda vontade de poder repetir a experiência.
Até pró ano?
Regina

quinta-feira, 4 de março de 2010

Correntes D'escritas 3

O serão da sexta-feira foi preenchido pela entrega dos prémios Ler/Booktailors com apresentadores muito descontraídos e divertidos. Foi a noite da passadeira vermelha, o que deu azo a algumas brincadeiras. Os vencedores estão disponíveis aqui.
No sábado realizaram-se mais duas mesas de debate a primeira com o lema " Duvido portanto penso " sobre a qual já escrevi aqui no próprio dia e a 9ª mesa, que foi a última, subordinada ao tema "Cada palavra é um pedaço de universo". A propósito deste tema devo referir que alguns momentos antes do início do debate abordei o valter hugo mãe e quando estava à conversa com ele passou um senhor que lhe perguntou o porquê de só usar minúsculas nos seus livros ao que o autor respondeu que " todas as palavras têm a mesma importância" - bem visto. Mas voltemos à mesa de debate que era composta por Mário Zambujal, Milton Fornaro, Onésimo Teotónio de Almeida, Ricardo Menéndez Salmón e Rui Zink, a moderação ficou a cargo da jornalista Maria Flor Pedroso.
O primeiro a tomar a palavra foi o Mário Zambujal e quase poderíamos, como ele de forma divertida sugeriu, dispensar os restantes participantes pois teríamos conversa para anos. Entre muitas histórias e gargalhadas ficou a ideia de que tudo no universo tem uma palavra para ser designado e que no entanto nós temos muitas vezes preguiça de procurar a palavra certa e usamos a palavra "coisa". Devo dizer que esta foi uma mesa muito bíblica pois tanto Milton Fornaro quanto Rui Zink nos falaram do livro do Génesis. De formas diametralmente opostas, claro. Enquanto o primeiro nos relembrava que no começo era a palavra o Rui Zink veio afirmar que no início não era a palavra mas sim o berro, fazendo a analogia do início da Humanidade com o começo de uma vida e que o Homem percebeu que para conseguir atingir os seus objectivos berrar não bastava tinha de usar a palavra e desenvolver a diversidade de palavras. O escritor Espanhol Ricardo Menéndez Salmón falou de uma "palavra que mata todas as palavras", falou da palavra " nada " e de tudo o que ela representa. Por fim Onésimo Teotónio de Almeida falou das palavras e dos "pedacinhos e ossinhos de palavras" e da falta de importância de algumas dessas palavras.
Como seria de prever tendo em conta a constituição da mesa, este foi um debate final repleto de humor e de histórias.

Regina

quarta-feira, 3 de março de 2010

Correntes D'escritas 2

Como é óbvio a minha deslocação a este evento não se limitou a fazer a cobertura de uma das mesas de debate.
Na sexta-feira à tarde assisti à mesa em que se discutiu a frase " O poeta é um predador ", mais uma das várias frases de Agustina Bessa-Luís que lançaram o mote este ano e na qual estavam presentes Inma Luna, Ivo Machado, Jorge Melícias, Tiago Nené e valter hugo mãe e cujo moderador foi Francisco José Viegas. Nesta mesa assistimos a vários momentos de grande humor concretamente com as intervenções de Inma Luna ( escritora Espanhola ) e de valter hugo mãe, a primeira que nos falou de 4 predadores diferentes fazendo o seu paralelismo com os escritores e cuja frase chave foi: " O poeta é o gourmet do recôndito " e o último com a leitura de um texto da sua autoria em que falava de diversos animais e de como ele não é um predador - levou-nos às lágrimas de tanto rir. Momentos de poesia, de reflexão e de bom humor caracterizaram esta mesa.
Seguiram-se os lançamentos de vários livros e era novamente altura de outra mesa, a sétima, que questionava se a literatura perverte a imaginação. Presentes Leonor Xavier, Malangatana, Manuel Jorge Marmelo, Gonzalo Celorio e João Manuel Ribeiro que nos disse que a literatura cria realidade por intermédio da ingestão de imaginação. Ficámos ainda a saber que, noutras opiniões, a literatura perverte, subverte, diverte entre outros e para Malangatana o seu ofício é mentir o que nos provou contando uma história que se passou com ele na Finlândia. A sua intervenção foi tão divertida e animada que acabou com uma canção. Nesta mesa tivemos direito a várias histórias engraçadas e perversas ou sobre a perversão da literatura.

Brevemente, mais informações sobre este evento.

Regina

terça-feira, 2 de março de 2010

Jeff em Veneza, Morte em Varanasi

Jeff é um jornalista freelancer e é convocado para ir à Bienal de Arte, em Veneza, e escrever um artigo sobre o evento. Como é a segunda vez que o faz, já sabe que as noites serão preenchidas pelas inúmeras festas, em que personalidades conhecidas - e outras nem tanto assim - bebem bellinis até que a festa ou as bebidas acabem. Aí conhece Laura, uma mulher estonteante, que irá fazê-lo pensar sobre a sua vida aborrecida de outro modo. Esta primeira parte tem imensas descrições de Veneza, de algumas exposições e de noites de loucura.

Na segunda parte da narrativa, Jeff está em Varanasi, na Índia, para fazer um artigo diferente. Se não fosse pelo facto de o protagonista ser comum a ambas as partes do livro, poder-se-ia pensar que são dois livros diferentes. Mas não. São duas fases muito diferentes da vida de um homem que procura no meio de uma cidade imunda, cheia de miséria, algo que até então não encontrou. Mais uma vez, descrições que nos colocam no cenário, mesmo quando não iríamos, de certeza, querer estar lá.

Geoff Dyer tem uma escrita acessível, com um sentido de humor, na minha opinião, fantástico, e as duas partes do livro formam um contraste muito rico e belíssimo, cuja leitura me deu um prazer enorme.

Patrícia

segunda-feira, 1 de março de 2010

Top Fevereiro


1.º Os objectos chamam-nos
Juan José Millás

Planeta






2.º A máquina de fazer espanhóis
valter hugo mãe

Alfaguara







3.º Os Desaparecidos
Daniel Mendelsohn

D. Quixote

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Correntes D'escritas 2010

Este é um post escrito directamente a partir da Póvoa de Varzim onde decorre esta "festa" da literatura. Esta manhã tive o privilégio de assistir a mais uma das mesas de debate que envolvem sempre vários escritores, de várias origens e um mediador.
O tema em discussão era "duvido, portanto penso" e a mesa era composta por João Paulo Sousa, Vítor Burity da Silva, Lourenço Pereira Coutinho, Sérgio Luís de Carvalho e por fim, mas os últimos são sempre os primeiros, o "nosso" Paulo Moreiras. A mediação ficou a cargo de José Mário Silva.
Dado o mote, as abordagens são sempre muito pessoais e, como tal, assistimos a intervenções mais académicas e outras mais descontraídas e até humorísticas. É também esta miscelânea de posturas que torna estes debates tão interessantes e envolventes. Neste caso tivemos uma mesa bastante equilibrada, sem momentos entediantes e com muito humor. O nervosismo inicial foi rápidamente transformado em momentos de grande lirismo, introspecção e muitas gargalhadas, que se ficaram a dever à abordagem feita pelo Paulo Moreiras pois, às suas dúvidas como escritor, se juntaram nomes de doces conventuais com referências mais ou menos sexuais, o que pôs toda a sala a rir e aplaudir.
Foi mais um momento a reter destas Correntes. De outros vos irei dando conhecimento nos próximos dias.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Terra Nova

O primeiro romance de Anthony de Sá, escritor Canadiano oriundo da comunidade emigrante Portuguesa em Toronto, é precisamente uma história sobre a emigração dos anos 50 do século XX para esta "Terra Nova". Acompanhamos Manuel, jovem Açoreano que vive em condições difíceis na aldeia de Lomba da Maia, sob o jugo de uma mãe dominadora e que decide embarcar no Argus- barco da frota da pesca ao bacalhau, para mudar a sua vida. Passamos pela sua experiência como pescador, como náufrago, a sua adaptação ao país de acolhimento, numa segunda fase o protagonista está estabelecido com a família e conhecemos os problemas sentidos pela 2ª geração.
O livro retrata de forma objectiva a luta dos que procuraram melhorar as suas condições de vida partindo para o estrangeiro e os seus sonhos tantas vezes frustrados. Apesar de nos falar dos anos 50, 70 e 80 do século passado e de as realidades locais serem agora substancialmente diferentes, Terra Nova mantém a sua actualidade quer por muitos dos portugueses de várias gerações se conseguirem identificar com as situações descritas, quer pelo facto de continuarmos a ser um país de emigrantes.
A escrita é límpida e sem floreados e a atenção aos pormenores é muito importante para a correcta transmissão destas realidades.
Regina

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Ofensa

Após a leitura marcante de Derrocada, não consegui resistir à tentação de ir à prateleira buscar A Ofensa, o livro anterior de Ricardo Menéndez Salmón.
São 128 páginas que foram lidas num ápice tal a fluidez da escrita e o entrosamento na história. Kurt é um Alemão feito soldado pela 2ª guerra mundial e que é destacado para a frente Francesa. Aí o horror entra na sua vida e a forma como o seu corpo e a sua mente vão reagir é muito invulgar. Mas não será sempre uma reacção invulgar aquela que temos perante o horror? Como sobreviver a situações de violência extrema? Como ultrapassar momentos dolorosos? Como prosseguir com a vida após esses episódios? Estas são algumas perguntas colocadas no livro e que têm, neste caso, uma resposta terrível.
Confirma-se a mestria do autor bem como a qualidade e contundência da sua escrita. Compreende-se porque foi finalista de vários prémios e considerado o melhor romance publicado em Espanha no ano de 2007.
Regina

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Maria Velho da Costa


Primeiro dia de Correntes D'Escritas e é anunciado o nome do vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa 2010 - Maria Velho da Costa com o livro Myra que está editado na Assírio & Alvim.
Segundo o representante do juri do prémio- Carlos Vaz Marques, a decisão não foi fácil, nem unânime ( a concorrência era de peso).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Derrocada

Ricardo Menéndez Salmón é já um dos autores de referência da nova literatura Espanhola. Digo "já" pois não tem ainda 40 anos mas a sua obra é bastante diversificada e numerosa. Por cá apenas nos chegaram dois títulos A Ofensa e Derrocada - primeira e segunda parte de uma trilogia do Mal. É sobre este último que vou falar: O Mal é o protagonista desta história. O seu rosto é diverso e multifacetado. Todos são conduzidos por ele em determinada altura do seu percurso. Promenadia é uma cidade que vive sob o seu jugo. O terror acompanha-o passo a passo.
Temos perante nós um thriller psicológico e filosófico em que a sociedade moderna é questionada e em que ninguém está ao abrigo do medo. Com uma escrita extremamente lírica mas brutal é um livro perturbante e forte. Aguardo, expectante, a edição por cá do 3º volume da trilogia.
Regina

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Raposa Azul


Premiado com o Nordic Council Literature Prize, este pequeno livro apresenta-nos o cenário gélido da Islândia do século XIX.
A raposa azul é um animal raro e que, por isso, tem peles valiosas que o padre Baldur Skuggason quer caçar. Ele perde-se pela imensidão de neve, sem nunca desistir da caçada. Entretanto, estamos na quinta do naturalista Fridrik com a sua protegida Abba, que sofre de síndrome de Down e é, apenas por esse motivo, discriminada pela comunidade. Qual será a relação entre estas personagens?

Sem seguir uma linearidade temporal, vai construindo a narrativa em parcelas que se vão interligando aos poucos de forma muito interessante, tornando cada descoberta mais empolgante.
Neste livro verifica-se que a natureza é de uma força e de uma crueldade espantosas, mas que também o são os homens, capazes de cometer atrocidades terríveis.

Patrícia

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Novidades


Quatro Estações
Chakall

Oficina do Livro







A Raposa Azul
Sjón
Vencedor do Nordic Council Literature Prize

Cavalo de Ferro





Precious - A força de uma mulher
Sapphire

Alfaguara