segunda-feira, 5 de abril de 2010

Prova Oral na Antena 3


Hoje, entre as 19h e as 20h, na Antena 3, Fernando Alvim estará à conversa com José Ananda da Silva, Carlos do Amaral e Sérgio da Palma Vilão a propósito do seu livro Os Meus Medicamentos, da Texto Editores. O tema será a confusão entre informação e publicidade, no que diz respeito a medicamentos.

Se a conversa despertar o seu interesse, pode consultar o livro na K.

Novidades


O Anibaleitor
Rui Zink

Teorema








A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata
Mary Ann Shaffer e Annie Barrows

Suma de Letras







D. Amélia
Isabel Stilwell

Esfera dos Livros





Disponíveis na K

sábado, 3 de abril de 2010

O Segredo do Papa-Formigas

Lamento mas não posso revelar o segredo do Papa-formigas... Mas que este é um belo exemplar de literatura infantil, disso não há dúvidas.

Escrito por Beatriz Osés, o que lhe valeu o prémio de Poesia para Crianças "Ciudad de Orihuela" 2008, e belissimamente ilustrado por Miguel Ángel Díez, este livro está cheio de pequenas histórias de animais cuja escrita é de uma grande leveza e naturalidade, com uma pitada de sentido de humor. Mas o melhor é mesmo virem cá ler um bocadinho. Para aguçar a vossa curiosidade, aqui fica:


O Problema dos caracóis


Enquanto lavam os cornos
e vestem o pijama
já nasceu o dia...
e não chegaram à cama.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mensagem do 2 de Abril de 2010 - Dia Internacional do Livro Infantil

Um livro espera-te. Procura-o
Era uma vez
um barquinho pequenino,

que não sabia,
não podia

navegar.


Passaram uma, duas, três,

quatro, cinco, seis semanas,

e aquele barquinho,

aquele barquinho

navegou.


Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um
menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas…, tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que… não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.

ELIACER CANSINO
Tradução: José António Gomes


A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Os Bolsos da Marta


O casaco da Marta tem bolsos à farta: um para os ratinhos, outro para o queijo... e muitos outros com coisas incríveis que nem imaginas!

Queres saber o que a Marta traz nos outros bolsos do seu casaco? Vem descobrir no novo livro de Quentin Blake, que já está disponível na K.

terça-feira, 30 de março de 2010

Novidades


O Enigma de Einstein
Jeremy Stangroom

Presença







A Porta no Muro
H. G. Wells
Colecção A Biblioteca de Babel
(Dirigida por Jorge Luís Borges)

Presença






A Primeira Chave
Ulysses Moore

Presença







O Código do Dragão - 2ª parte
Tea Stilton

Presença






sábado, 27 de março de 2010

Lost Booker Prize

No ano de 1971 as regras de atribuição do prémio Booker foram alteradas e nesse ano não chegou a haver atribuição do prémio referente ao ano de 1970.
40 anos depois a organização decidiu corrigir esta situação e foram, finalmente, ontem conhecidos os seis finalistas: Nina Bawden, JG Farrell, Shirley Hazzard, Mary Renault, Muriel Spark e Patrick White são os seleccionados. Ficaremos a saber quem é o vencedor no dia 19 de Maio.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Feiras Literárias

Enquanto em Bolonha está a terminar a Feira do Livro Infantil, começou hoje em Paris o Salon du Livre.
Duas feiras que abrangem todos os tipos de leitores e onde Portugal está representado; António Lobo Antunes é um dos 90 autores convidados do 30º Salon du Livre.
Ficamos a aguardar as muitas e boas novidades que com certeza nos irão chegar brevemente como resultado destes encontros.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Philip Giordano

O ilustrador Philip Giordano foi hoje distinguido com o Prémio Internacional de Ilustração da feira do Livro Infantil de Bolonha.Este prémio é atribuído a ilustradores com menos de 35 anos que estejam expostos na mostra de ilustração que decorre na feira e tem um valor pecuniário de 30000 dólares.
Por cá está disponível deste artista o livro O Gato Adormecido da Dinalivro.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Chuva Antes de Cair

Rosamond está a chegar ao fim da sua vida mas não quer partir sem deixar o seu testemunho em herança a Imogen - a neta da sua prima Beatrix com quem manteve uma relação muito forte durante a infância e juventude. O seu relato chega até nós através de uma série de cassetes áudio que esta gravou antes de morrer e nas quais nos vai descrevendo 20 fotos que abrangem toda a sua existência. A história começa nos finais dos anos 30 do século XX numa Inglaterra rural e vai progredindo ao longo do tempo até à actualidade. Este percurso é o percurso de vida de Rosamond mas também de Beatrix, da sua filha Thea e finalmente da sua neta Imogen. De forma por vezes comovente vamos descobrindo estas vidas e os seus altos e baixos, a inconstância do amor, o desamor, as relações entre mães e filhas, a solidão. Também a evolução social e de mentalidades é tratada neste livro.
A escrita é extremamente simples, ou não fosse a reprodução convincente de um monólogo, mas é também de uma grande sensibilidade e precisão.
Jonathan Coe é um autor Britânico muito conceituado que tem conseguido o consenso da crítica e do público e compreende-se porquê ao ler este livro.

Regina

terça-feira, 23 de março de 2010

Os Objectos Chamam-nos

O novo livro de Juan José Millás é composto por pequenos textos de 2 ou 3 páginas e está dividido em duas partes: a primeira - As Origens - fez-me lembrar bastante O Mundo, o seu romance autobiográfico. Contém várias histórias ligadas à sua infância, incluindo as divagações altamente imaginativas, os pormenores em que normalmente ninguém repara, o pânico, mas também a sensibilidade a que o autor nos habituou. A segunda parte - A Vida - relata episódios da (sua) vida adulta e, para mim, tem muito mais sentido de humor - fez-me rir várias vezes! - embora os textos sejam igualmente loucos, surreais e paranóicos, ou profundamente introspectivos e com forte sentido de análise. Faz-me pensar: como será possível alguém imaginar tais histórias?? Vivê-las do modo descrito e acreditar nelas parece ainda mais improvável... pelo que creio que tudo resulte de uma mistura da realidade com a ficção e a fantasia.

Basta ler o que está escrito na contracapa do livro: "Não é possível ler Millás sem que alguma coisa, à nossa volta, mude, sem que a realidade quotidiana nos assombre". Só quem experimenta ler Millás pode compreender a peculiaridade deste autor.

Patrícia

Serão de Poesia


Hoje irá ter lugar na Biblioteca Municipal de Pombal um serão dedicado à poesia, incluído na semana da juventude que começa hoje. O serão terá início a partir das 21 horas e constará da leitura de textos de jovens artistas literários Pombalenses com ambiente musical.

sábado, 20 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia

Amanhã, para além de se assinalar o início da Primavera e de se comemorar o Dia da Árvore, é também o Dia Mundial da Poesia. Este dia foi proclamado em 1999 na XXX Conferência Geral da UNESCO, com o objectivo de promover a leitura e a difusão da poesia.

Aqui ficam duas sugestões de leitura:

Poemas Portugueses - Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI

Org. Jorge Reis-Sá, Rui Lage

Porto Editora






Livro de Viagem
Fernando Pessoa

Guerra & Paz

A Volta ao Dia em 80 Mundos

Este livro inédito, até à data, em Portugal foi originalmente publicado em 1967. Julio Cortázar é um dos vultos maiores da literatura Sul Americana (Argentino) no século XX ,mas quase desconhecido do grande público, em Portugal, visto só agora estarem a ser editados por cá os seus livros. Falando desta "Volta ao Dia..." é uma volta pelo mundo da cultura mundial. Obra composta por crónicas, poemas, ensaios, contos, entre outros, dá-nos uma panorâmica das ideias do autor e também da sua "loucura". Os temas são tão díspares quanto o tango, o jazz, as pequenas vivências do dia-a-dia, a história da Argentina e divagações várias. Sendo que em cada capítulo nos aguarda um estilo e um tema diferentes, podemos considerar este um livro com uma dinâmica muito sui generis e de uma qualidade literária extrema.
Regina

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Terceiro Reich

Roberto Bolaño é a coqueluche do momento a nível mundial, em termos literários. A edição de O Terceiro Reich em Português foi a primeira tradução deste livro a partir do original em Castelhano - Bolaño era Chileno mas residiu nos últimos anos da sua vida em Espanha. Espanha, e mais concretamente uma povoação junto ao mar nos arredores de Barcelona, são o cenário desta história que nos fala de um jovem Alemão, campeão nacional de jogos de tabuleiro, que decide fazer umas férias no sul de Espanha precisamente no mesmo hotel que costumava frequentar na sua infância e adolescência com os pais. Escrito em forma de diário vamos conhecendo os passos do autor que estando de férias com a namorada aproveita as horas mortas para estudar novas técnicas no seu jogo- O Terceiro Reich, jogo de estratégia baseado na segunda guerra mundial. O surgimento de um outro casal também Alemão e de uma figura misteriosa que vive e trabalha na praia irão contrariar todos os planos do protagonista e dar um novo rumo à sua vida. Todo o livro é atravessado por uma sensação de mistério e até de opressão e temos o pressentimento de que vamos assistir a um final trágico. Escrita empolgante até nos momentos em que nos são descritas as movimentações no jogo esta é uma história com laivos de surrealismo, alguma política e muitas questões existenciais. Após o unanimemente aplaudido 2666, esta leitura recomenda-se vivamente. Regina