A Ferro e Fogo
Simon Scarrow
Saída de Emergência

Órix e Crex - O Último Homem
Margaret Atwood
Finalista do Booker Prize e do Orange Prize
Bertrand

O Mapa da Fortuna
Ken Fisher
Smartbook


Pode parecer estranho, mas é bem real: nos EUA, está em vigor o programa Mudando Vidas através da Literatura, que consiste em inserir os réus num programa de leitura e discussão de literatura, em vez de o enviarem para a prisão. Obviamente que não é qualquer um que pode ser integrado nesse programa: tem de ter um nível mínimo de literacia e de motivação, para além de outros parâmetros a avaliar por especialistas.
A Educação Siberiana de Nicolai Lilin fala-nos de uma franja da sociedade sobre a qual não é habitual termos muita informação: os criminosos.
Este romance chega-nos com as excelentes referências que são o Costa Award, que ganhou, e a nomeação e selecção como finalista do Man Booker Prize.
Um Ano Estrangeiro, finalista do Prémio Femina, é o novo romance de Brigitte Giraud. Laura, uma rapariga francesa de 17 anos, conta-nos o que viveu durante o ano que passou na Alemanha a trabalhar como au pair. A família no seio da qual se instalou (um casal e dois filhos - um rapaz e uma rapariga) têm hábitos muito diferentes dos seus e a sua posição naquele meio familiar está bastante indefinida - Laura não consegue perceber quais são as suas funções específicas, para além de acompanhar a filha mais nova à paragem do autocarro que a leva para a escola. Porque será que a contrataram? Para além disso, a barreira linguística (pois não domina o alemão) faz com que se sinta a viver uma vida paralela, perdendo grande parte da informação e imaginando a restante. Apercebe-se que, afinal, todos têm os seus segredos, os quais são revelados pouco a pouco, e acaba por colocar os seus interesses pessoais em segundo plano, por deixar que a sua personalidade se dilua, para se deixar absorver pela vida desta família que não compreende. Fugiu da sua vida para tentar encontrar-se, na vida de outros e acaba por se sentir muito só, sem nunca estar sozinha.
A Regina foi de férias! O que é óptimo para ela e para nós, porque não vão ser 10 comentários pelos 10 livros lidos mensalmente mas sim 20 comentários dentro de 1 mês. O regresso da Regina vai corresponder a uma avalanche de comentários, resumos, novidades de um mês de leituras. Queria apenas desejar umas boas férias à Regina, e pedir-vos alguma compreensão neste próximo mês por falta de "regularidade" nos comentários às nossas leituras.
Este livro é, como o subtítulo indica, uma compilação de contos dispersos, publicados em diversas revistas e diferentes épocas, todos da autoria de Flannery O'Connor.
Do autor de Delírio em Las Vegas e Hell's Angels, chega-nos este diário com odor a rum e a suor. Foi o primeiro livro escrito por Hunter S. Thompson, tinha ele apenas 22 anos. A partir do clima tórrido de Porto Rico, que à partida poderia fazer parte de um cenário paradisíaco, é-nos narrada a vida de Paul Kemp, jornalista num pequeno e medíocre jornal. A sua vida irá dar voltas que ele não esperava e fazê-lo passar por riscos que ele não previra, devido a momentos de exageros, loucura e consequente perda de controlo. A percepção sempre toldada pelo álcool e a agressividade fácil de incitar, devido ao desespero e à descrença numa vida melhor levam estas personagens a atravessar picos de humor - altos e baixos que irão deixar o leitor sensibilizado perante existências tão patéticas.
Yann Martel fez furor em 2002, altura em que ganhou o Man Booker Prize com o livro A Vida de Pi. O autor está, finalmente, de volta e desta feita, se bem que continuemos a ter animais nesta história, o tema abordado é bem diferente: Henry é um autor de sucesso que em consequência de uma recepção muito crítica por parte do seu editor ao seu novo livro decide mudar de residência e até de estilo de vida. Nesta nova fase o autor continua a ter eco das reacções dos seus leitores e é precisamente de um deles que recebe um volume com um conto de Flaubert e um texto em que um burro e um macaco dialogam, bem como um pedido de ajuda. Seguindo a pista deixada pelo remetente Henry chega até um taxidermista e este é o começo de uma relação ambígua e da descoberta do horror.
Duas histórias - dois pontos de partida, dois pontos de chegada, uma mesma acção: migrar. Há aqueles que partem para perseguir um sonho, enquanto que outros acabam sendo perseguidos. Tanto uns como outros atravessam emoções e dificuldades que nos são apresentadas por um pequeno texto introdutório, mas que a ilustração desenvolve, enquanto narradora única destas viagens.
Rawi Hage é um escritor nascido em Beirute e que viveu a guerra durante alguns anos. É, por isso, a pessoa certa para escrever sobre os vários temas abordados neste livro.