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Esta é a história de dois adolescentes japoneses, Sakutarô e Aki, colegas de escola e amigos inseparáveis. Um dia, Sakutarô apercebe-se de que está apaixonado por Aki e começam um inocente namoro, durante o qual partilham momentos que os irão marcar para sempre. Esta paixão irá resistir para além do tempo, para além do sofrimento e, até, para além da morte.

Glahn é um jovem tenente que vive no Norte, no recato do bosque, numa cabana. A sua vida é preenchida pelas caçadas e pescarias em que os seus dias se esgotam. No entanto e à distância de dois anos Glahn fala-nos daquele verão em que a sua tranquilidade foi transtornada por uma mulher. Num relato em que a fusão física do homem com a natureza que o rodeia é quase total, a mente perturbada e o coração dilacerado deste são um elemento estranho a este equilíbrio. Knut Hamsun traz-nos novamente um protagonista de uma extrema sensibilidade, profundamente desequilibrado e que acaba por, após constante introspecção, não conseguir ultrapassar as suas perdas.
Naguib Mahfouz conta-nos as histórias de vida dos vários descendentes de Gabalawi, o fundador de um bairro egípcio, e que é, portanto, uma figura muito respeitada, amada e temida por todos os que aí vivem. É também um homem envolto em mistério, pois deixa de sair do seu palácio a partir de um determinado momento e não torna a ser visto durante anos e anos a fio, havendo, então, grande curiosidade acerca da sua longevidade e pondo-se em causa a possibilidade de estar ainda vivo.







Tendo como ponto de partida a pequena aldeia de Deptford, Canadá, no final do ano de 1908, este é o relato da vida de Dunstan Ramsay e da sua ligação a Boy Staunton e Mary Dempster. Toda a vida do protagonista foi marcada por um incidente vivido na sua infância e que a sua educação puritana não permitiu que fosse naturalmente ultrapassado. Ao longo das muitas páginas deste livro somos confrontados com as revelações íntimas de Ramsay enquanto acompanhamos a evolução política e social de grande parte do século XX : a Primeira Guerra Mundial, na qual ele participa e onde irá ser gravemente ferido, a Grande Depressão, a abdicação de Eduardo VIII ao trono de Inglaterra, a Segunda Guerra Mundial e também a influência de várias religiões na sua vida e comportamento. Escrito sob a forma de carta ao reitor com quem trabalhou nos seus últimos anos de carreira este romance prende-nos de imediato e no final fica a sensação de uma viagem intensa e enriquecedora. Fica, para terminar, uma curiosidade relativamente ao título do livro que se prende com o mundo da ópera em que o Quinto da Discórdia era o elemento masculino que não sendo o protagonista nem o seu rival é o único elemento que conhece o segredo do herói e de quem depende em grande parte a intriga. É também aqui o caso com Ramsay.
Com o rápido aproximar do final de ano e após tantas e tão boas leituras dou por mim a rever os livros que fui folheando ao longo de 2010 e como com todos e em todo o lado tento analisar quais os livros que mais me marcaram este ano. É sempre uma escolha difícil até pelas quantidades envolvidas, mas como balanço posso dizer que este foi um ano de bons livros, que, mais uma vez, não consegui ler tudo o que foi saindo e me despertou curiosidade, que se confirmou a excelência de alguns autores e fiz a minha descoberta de vários outros igualmente bons. Para terminar deixo algumas sugestões dos livros que foram, para mim, mais marcantes em 2010. A ordem pela qual os refiro apenas tem a ver com a cronologia das suas leituras e não com a classificação dos mesmos.
Gonçalo M.Tavares é cada vez mais apontado como o próximo Prémio Nobel da Literatura Português. Estas previsões bem como leituras anteriores levaram-me a pegar neste novo título e a lê-lo de um só fôlego. A cada livro novo - e este autor tem sido extremamente produtivo, chegando a publicar vários livros em simultâneo como aconteceu neste final de ano - Gonçalo M.Tavares traz estilos diferentes. Neste caso temos uma espécie de romance em estafeta em que no capítulo que estamos a ler para além de ficarmos a conhecer um personagem surge integrado na história retratada o protagonista do capítulo seguinte , sempre por ordem alfabética e isto até chegarmos ao Matteo, que dá nome ao livro. Nos capítulos finais travamos conhecimento com Matteo e com as suas tentativas de conseguir um novo emprego e também são colocadas algumas questões analíticas acerca das restantes figuras que fomos descobrindo ao longo desta estafeta.
Duas irmãs e um tio deficiente habitam uma casa isolada do resto da povoação. Este é o cenário do romance de Shirley Jackson Sempre Vivemos no Castelo, autora Norte-Americana ainda quase desconhecida em Portugal.
O escritor Miguel Real habituou-nos a romances históricos passados em épocas diversas mas que têm em comum a riqueza de vocabulário e as excelentes descrições. Neste novo romance a época retratada é a do final do século XIX e início do século XX em Portugal. Escrito em forma de memórias, como o título indica, estamos perante a história da vida da última rainha de Portugal: D.Amélia, mulher sofredora, duplamente exilada, que viu morrer o seu marido e os seus três filhos e que nos fala de um país miserável, politicamente desonesto e com uma população analfabeta.