terça-feira, 12 de abril de 2011

Prémios...

O Prémio Internacional de Compostela para Album Ilustrado foi atribuído ao livro El camino de Olaj, de Martín León-Barreto Johnson (Guadalajara, Espanha).
Este prémio é organizado pelo Departamento de Educação do Município de Santiago de Compostela e a editora Kalandraka e o seu valor é de 12000€.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Victoria

Johannes é filho de um moleiro. Victoria é a menina do castelo. Entre ambos o amor é impossível, no entanto as vidas de ambos vão girar em torno dele: Johannes inspira-se neste amor para escrever, Victoria, cuja família entretanto perde a fortuna, irá viver dilacerada por ele até à sua morte.
Escrito em finais do século XIX, estamos perante um romance de extrema delicadeza e sensibilidade. É tanto o que o autor escreve como o que se deixa adivinhar, sempre com uma grande envolvência poética que nos faz lembrar os grandes clássicos quer da literatura como do teatro e do cinema. Mais uma pérola que a Cavalo de Ferro nos traz.
Regina

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os Demónios de Berlim

Depois de há dois anos ter travado conhecimento com a escrita de Ignacio Del Valle por intermédio do seu romance A Arte de Matar Dragões, decidi repetir a dose e embrenhar-me neste relato da derrocada do reich.
A acção passa-se precisamente nos dias anteriores à queda de Berlim às mãos dos Sovieticos e Arturo Andrade, um Espanhol em serviço na Alemanha, vê-se envolvido numa investigação que o levará a cruzar-se com muitas figuras centrais do poder nazi.
Num cenário de destruição total o que pode um homem? Até onde podem ir os demónios que encerramos? É possível a sobrevivência sã neste contexto? Qual o papel do amor?
O desenlace desta investigação é simplesmente a confirmação das respostas a estas perguntas que o protagonista se vai ( e nos vai) colocando.
Um bom romance, mistura de thriller e romance histórico que nos faz um retrato duro da guerra.
Regina

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Novidades na K de Livro






Os Idealistas, Zoë Heller - Editorial Presença












Não Quero Fazer Ballet!, Ann Bonwill e Teresa Murfin - Dinalivro











O Último Livro, Zoran Zivkovic - Cavalo de Ferro

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cata Livros

Projecto da Fundação Calouste Gulbenkian/Casa da Leitura utiliza a internet para a aproximação dos públicos jovens(essencialmente entre os 8 e os 12 anos) aos livros. O sítio cuja apresentação é feita hoje é construído com base numa casa na qual ao ícone da Casa da Leitura - o mocho - se junta um corvo. haverá mensalmente a escolha de um tema com um livro em destaque, sendo os principais critérios de escolha a qualidade literária e estética dos mesmos.
Para todos os amantes de literatura infantil fica o link de mais um sítio imprescindível.

sábado, 2 de abril de 2011

Comemorações do Dia Internacional do Livro Infantil

Um pouco por todo o país, comemora-se hoje o Dia Internacional do Livro Infantil. Leia sobre algumas dessas comemorações no blog Letra Pequena.

O cartaz da DGLB para assinalar este dia é da autoria de Bernardo Carvalho:


Dia Internacional do Livro Infantil

Mensagem do 2 de Abril de 2011, Dia Internacional do Livro Infantil *

«O LIVRO RECORDA “Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.” No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953). Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice. Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época. Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos. Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então. O livro recorda o tempo em que foi escrito. A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava. São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas. Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia. O livro recorda.»

Aino Pervik (autora estónia, 1932-)
Jüri Mildeberg (ilustração do cartaz)
Tradução: José António Gomes

*A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Booker Prize

Alguns dias após ter sido editado em português o Prémio Booker de 2010 ficámos a conhecer os finalistas deste mesmo prémio no ano de 2011. Assim os 13 escritores finalistas são:
Wang Anyi (China), Juan Goytisolo (Espanha), James Kelman (Reino Unido), John le Carré (Reino Unido), Amin Maalouf (Líbano), David Malouf (Austrália), Dacia Maraini (Itália), Rohinton Mistry (Índia/Canadá), Philip Pullman (Reino Unido), Marilynne Robinson (EUA), Philip Roth (EUA), Su Tong (China), Anne Tyler (EUA).
O anúncio do vencedor será feito a 18 de Maio.
Já há alguma polémica a envolver os nomeados deste ano visto que John Le Carré informou que não escreve para receber prémios.


Também esta semana foi conhecido o vencedor do Prémio Astrid Lindgren Memorial de 2011: o autor, ainda inédito em Portugal, chama-se Shaun Tan e tinha já dois importantes prémios no seu palmarés - Óscar para melhor curta-metragem de animação deste ano e melhor livro do Festival de Angoulême 2008. A sua estreia por cá será no próximo dia 8 com Contos dos Subúrbios.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Prémio Astrid Lindgren

A 9ª edição do Prémio Astrid Lindgren galardoou Shaun Tan, ilustrador.

No entanto, contou com um nomeado português: o bibliotecário Nuno Marçal, de 36 anos, criador do projecto Bibliomóvel, em 2006 - biblioteca itinerante que serve as aldeias de Proença-a-Nova.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ru

A guerra do Vietname chega-nos neste livro sob uma perspectiva diferente daquela a que estamos habituados: Kim Thúy, a autora, nasceu em Saigão e dá-nos a perspectiva das vítimas civis desta guerra.
Oriunda de uma família bem posicionada social e economicamente, transmite-nos os sentimentos, os medos, as mudanças originados por um conflito que foi antes de mais uma sangrenta guerra civil. Os campos de refugiados, a fuga para o exílio e a adaptação a uma sociedade tremendamente diferente, são alguns dos assuntos abordados com grande subtileza pela autora.
Escrito sob a forma de capítulos muito breves-na sua maioria de uma só página- este livro alerta-nos para o horror e a incompreensão que muitas vezes perduram muito para além do fim dos conflitos.
Saliente-se ainda a atribuição dos prémios Lire e Governor General a esta obra.
Regina

sábado, 26 de março de 2011

Feira do Livro Infantil de Bolonha

Este ano dois livros Portugueses vão estar presentes em exposições na Feira do Livro Infantil de Bolonha entre 28 e 31 de Março.





O ilustrador Bernardo Carvalho com o Livro dos Quintais da Planeta Tangerina vão participar na exposição de ilustradores da feira








A Contradição Humana de Afonso Cruz, edição da Caminho, foi seleccionado para a exposição The White Ravens também no âmbito deste importante evento no panorama da literatura infantil.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Regresso às raízes

Owen cresceu dividido entre um lar desfeito e um avô pastor e casmurro. Muitos anos mais tarde a sua vida é inesperadamente destruída e após algum tempo de luta e desespero a única solução é o regresso às raízes.
Construída de forma invulgar esta história de busca interior é-nos contada com extrema sensibilidade e ternura tendo como pano de fundo o campo Britânico.
Tendo tido uma excelente recepção por parte da crítica, este foi já considerado o melhor dos cinco romances de Tim Pears.

Regina

quinta-feira, 24 de março de 2011

Prémios

Damos conta de mais dois prémios literários:

O Prémio Alfaguara 2011 que foi atribuído a Juan Gabriel Vásquez escritor Colombiano de 37 anos com o livro El Ruido de las Cosas al Caer










e o Prémio da Latinidade 2011 para Lídia Jorge pela importância que a sua obra tem tido na difusão da latinidade.

terça-feira, 22 de março de 2011

Hotel du Lac

O cenário onde este romance se desenrola é, como o título nos indica, o Hotel du Lac junto ao lago de Lehman na Suiça. A protagonista é uma escritora de sucesso Inglesa que após se envolver numa situação problemática se vê forçada a este exílio. Os dias tranquilos do final de Verão serão uma oportunidade de auto-descoberta e ditarão uma viragem na vida de Edith.
Somos introduzidos num ambiente quase exclusivamente feminino em que as aparências são essenciais e os objectivos de vida são maioritariamente fúteis.
A escrita muito simples lança muitas questões de forma subtil. Um livro facilmente recomendável e que levanta um pouco o véu sobre o intímo feminino.
Acrescente-se que este romance valeu o Prémio Booker a Anita Brookner.
Regina

segunda-feira, 21 de março de 2011

No mar há crocodilos

Tal como nos é dito logo na capa, esta é "a história verdadeira de Enaiatollah Akbari". A história deste rapaz começa no Afeganistão, o seu país de origem, quando ele tem, segundo calcula, cerca de 10 anos. A sua mãe leva-o para um abrigo para refugiados no Paquistão e aí o abandona, para que fique mais protegido. Começa então a sua luta pela sobrevivência, com tudo o que implica viver como um clandestino, desde o trabalho ilegal, o medo da polícia, a fome, sempre fugindo de país em país em condições desumanas e de alto risco, até encontrar o lugar ao qual chamar casa - que será aquele onde ninguém, pelo menos, lhe faça mal.
Uma história de vida e de transformação incrível, contada por Fabio Geda sem grandes dramatismos ou moralismos, quase parecendo que não são horrores o que nos é narrado, mas sim aventuras.
Patrícia