quarta-feira, 20 de abril de 2011

Em preparação...
















Já começámos a preparar a XVII Feira do Livro de Pombal! Não estranhem, portanto, se não houver grandes novidades por aqui...!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pequena Abelha

Este livro vem envolto em mistério e isso aguçou a minha curiosidade. A técnica de marketing resultou plenamente, mas, em abono da verdade, o texto não precisa dessas artimanhas pois é de facto muito bom.
Abelhinha é uma refugiada Nigeriana há dois anos num centro detenção de ilegais em Inglaterra, a sua libertação vai levá-la até Sarah enquanto nós vamos descobrindo dois mundos diferentes e o que une estas duas mulheres.
Com capítulos narrados em alternância na primeira pessoa pelas duas mulheres, Chris Cleave coloca-nos no centro de questões existenciais mas também da intimidade de ambas e de dois mundos que apesar de tão diversos são, no essencial, tão próximos.
Com uma escrita que nos envolve desde a primeira até à última linha, estamos perante um livro que nos surpreende e que nos deixa, apesar de todo o Mal que nele consta, uma réstia de esperança na Humanidade.
Regina

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sempre que penso em ti

Ana Sands foi evacuada de Londres, em 1939, assim como milhares de outras crianças, para ficarem protegidas dos eminentes ataques aéreos. Teve a sorte de ficar num casarão no campo, onde teve aulas, fez novos amigos, descobriu, conheceu, explorou e presenciou coisas que jamais imaginara. Ana é uma criança curiosa e inquieta e acaba por ver no professor Ashton, dono da propriedade, um modelo a admirar. Tudo corre bem até que se sucedem algumas tragédias, que irão alterar por completo o rumo da sua vida e de outras pessoas também, onde o amor ou a falta dele são, em última instância, o tema transversal.
Embora o título e a capa sejam característicos de uma literatura light, o livro não o é. Foi finalista do Orange Prize e também do Amazon Rising Stars e é um livro de leitura bastante acessível, não chegando a grandes banalismos nem a uma escrita demasiado elevada, pelo que penso que poderá ser lido por qualquer pessoa que procure uma história com um enredo que se torna interessante ao longo do livro, embora seja possivelmente mais do agrado do público feminino.

Patrícia

sábado, 16 de abril de 2011

LeV


Decorre este fim-de-semana e até dia 19 em Matosinhos o encontro literário LeV - Literatura em Viagem.

Como já vem sendo habitual neste que é o segundo mais importante encontro literário português, estão presentes muitos e bons autores deste género, oriundos de vários pontos do mundo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pergunta ao pó

John Fante, escritor Americano que viveu entre 1909 e 1983, só começou a ser devidamente reconhecido após a sua morte tendo sido fonte de inspiração para autores como Jack Kerouac e Charles Bukowski.
Nesta minha segunda incursão pela sua obra deparei-me com um protagonista que já tinha conhecido na minha leitura anterior deste autor: Arturo Bandini.
O jovem, considerado por muitos o alter ego de John Fante, mudou-se do seu Colorado natal para a Los Angeles dos finais dos anos trinta. Aí tenta encontrar inspiração para a escrita. Com um conto publicado vê-se perseguido pela angustia da falta de ideias para a escrita, da escassez de dinheiro, da solidão de uma cidade inóspita. É no meio deste cenário que trava conhecimento com Camilla, uma jovem empregada de mesa, por quem irá nutrir uma relação de amor/ódio que terá um desfecho dramático.
Mais uma vez estamos perante personagens que não se sentem bem na sua pele e que não conseguem adaptar-se às circunstâncias de uma vida tão diferente dos sonhos. Destaque também para um constante sentimento de culpa e remorso provocados por uma educação católica repressiva e castigadora.
Regina

terça-feira, 12 de abril de 2011

Prémios...

O Prémio Internacional de Compostela para Album Ilustrado foi atribuído ao livro El camino de Olaj, de Martín León-Barreto Johnson (Guadalajara, Espanha).
Este prémio é organizado pelo Departamento de Educação do Município de Santiago de Compostela e a editora Kalandraka e o seu valor é de 12000€.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Victoria

Johannes é filho de um moleiro. Victoria é a menina do castelo. Entre ambos o amor é impossível, no entanto as vidas de ambos vão girar em torno dele: Johannes inspira-se neste amor para escrever, Victoria, cuja família entretanto perde a fortuna, irá viver dilacerada por ele até à sua morte.
Escrito em finais do século XIX, estamos perante um romance de extrema delicadeza e sensibilidade. É tanto o que o autor escreve como o que se deixa adivinhar, sempre com uma grande envolvência poética que nos faz lembrar os grandes clássicos quer da literatura como do teatro e do cinema. Mais uma pérola que a Cavalo de Ferro nos traz.
Regina

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os Demónios de Berlim

Depois de há dois anos ter travado conhecimento com a escrita de Ignacio Del Valle por intermédio do seu romance A Arte de Matar Dragões, decidi repetir a dose e embrenhar-me neste relato da derrocada do reich.
A acção passa-se precisamente nos dias anteriores à queda de Berlim às mãos dos Sovieticos e Arturo Andrade, um Espanhol em serviço na Alemanha, vê-se envolvido numa investigação que o levará a cruzar-se com muitas figuras centrais do poder nazi.
Num cenário de destruição total o que pode um homem? Até onde podem ir os demónios que encerramos? É possível a sobrevivência sã neste contexto? Qual o papel do amor?
O desenlace desta investigação é simplesmente a confirmação das respostas a estas perguntas que o protagonista se vai ( e nos vai) colocando.
Um bom romance, mistura de thriller e romance histórico que nos faz um retrato duro da guerra.
Regina

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Novidades na K de Livro






Os Idealistas, Zoë Heller - Editorial Presença












Não Quero Fazer Ballet!, Ann Bonwill e Teresa Murfin - Dinalivro











O Último Livro, Zoran Zivkovic - Cavalo de Ferro

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cata Livros

Projecto da Fundação Calouste Gulbenkian/Casa da Leitura utiliza a internet para a aproximação dos públicos jovens(essencialmente entre os 8 e os 12 anos) aos livros. O sítio cuja apresentação é feita hoje é construído com base numa casa na qual ao ícone da Casa da Leitura - o mocho - se junta um corvo. haverá mensalmente a escolha de um tema com um livro em destaque, sendo os principais critérios de escolha a qualidade literária e estética dos mesmos.
Para todos os amantes de literatura infantil fica o link de mais um sítio imprescindível.

sábado, 2 de abril de 2011

Comemorações do Dia Internacional do Livro Infantil

Um pouco por todo o país, comemora-se hoje o Dia Internacional do Livro Infantil. Leia sobre algumas dessas comemorações no blog Letra Pequena.

O cartaz da DGLB para assinalar este dia é da autoria de Bernardo Carvalho:


Dia Internacional do Livro Infantil

Mensagem do 2 de Abril de 2011, Dia Internacional do Livro Infantil *

«O LIVRO RECORDA “Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.” No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953). Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice. Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época. Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos. Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então. O livro recorda o tempo em que foi escrito. A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava. São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas. Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia. O livro recorda.»

Aino Pervik (autora estónia, 1932-)
Jüri Mildeberg (ilustração do cartaz)
Tradução: José António Gomes

*A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Booker Prize

Alguns dias após ter sido editado em português o Prémio Booker de 2010 ficámos a conhecer os finalistas deste mesmo prémio no ano de 2011. Assim os 13 escritores finalistas são:
Wang Anyi (China), Juan Goytisolo (Espanha), James Kelman (Reino Unido), John le Carré (Reino Unido), Amin Maalouf (Líbano), David Malouf (Austrália), Dacia Maraini (Itália), Rohinton Mistry (Índia/Canadá), Philip Pullman (Reino Unido), Marilynne Robinson (EUA), Philip Roth (EUA), Su Tong (China), Anne Tyler (EUA).
O anúncio do vencedor será feito a 18 de Maio.
Já há alguma polémica a envolver os nomeados deste ano visto que John Le Carré informou que não escreve para receber prémios.


Também esta semana foi conhecido o vencedor do Prémio Astrid Lindgren Memorial de 2011: o autor, ainda inédito em Portugal, chama-se Shaun Tan e tinha já dois importantes prémios no seu palmarés - Óscar para melhor curta-metragem de animação deste ano e melhor livro do Festival de Angoulême 2008. A sua estreia por cá será no próximo dia 8 com Contos dos Subúrbios.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Prémio Astrid Lindgren

A 9ª edição do Prémio Astrid Lindgren galardoou Shaun Tan, ilustrador.

No entanto, contou com um nomeado português: o bibliotecário Nuno Marçal, de 36 anos, criador do projecto Bibliomóvel, em 2006 - biblioteca itinerante que serve as aldeias de Proença-a-Nova.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ru

A guerra do Vietname chega-nos neste livro sob uma perspectiva diferente daquela a que estamos habituados: Kim Thúy, a autora, nasceu em Saigão e dá-nos a perspectiva das vítimas civis desta guerra.
Oriunda de uma família bem posicionada social e economicamente, transmite-nos os sentimentos, os medos, as mudanças originados por um conflito que foi antes de mais uma sangrenta guerra civil. Os campos de refugiados, a fuga para o exílio e a adaptação a uma sociedade tremendamente diferente, são alguns dos assuntos abordados com grande subtileza pela autora.
Escrito sob a forma de capítulos muito breves-na sua maioria de uma só página- este livro alerta-nos para o horror e a incompreensão que muitas vezes perduram muito para além do fim dos conflitos.
Saliente-se ainda a atribuição dos prémios Lire e Governor General a esta obra.
Regina