


2011 é o Ano Internacional das Florestas mas para o protagonista desta história não foi necessário uma chamada de atenção desta ordem para actuar e fazer a diferença. Este pequeno livro, quase um folheto (33 páginas cujo texto é acompanhado de belíssimas ilustrações), é pura ficção, no entanto a sua simplicidade e optimismo fazem-nos desejar que esta fosse uma história verdadeira.
A estrutura narrativa de Rabos de Lagartixa é extremamente hábil e original, a linguagem clara e objectiva e a carga emocional é enorme.
Depois de ter sido um dos três finalistas deste ano do Prémio Principe das Asturias de Letras, o escritor Inglês Ian McEwan foi o vencedor do Prémio Reino de Redonda 2011. Este prémio distingue a carreira de escritores ou cineastas de língua não Espanhola, desde que foi instituído em 2001.
Foi hoje atribuído o Prémio Príncipe das Astúrias ao músico e poeta Leonard Cohen.
Ponto Ómega foi a obra da minha iniciação nesse fenómeno da literatura Americana contemporânea que é Don DeLillo. Só um grande escritor consegue dizer tanto com tão pouco: estamos perante um livro de 120 páginas, que se lêem num ápice e que é, no entanto, extremamente poderoso.
O mais recente livro de Mário de Carvalho é composto por dez contos, distribuídos por quatro partes, tendo os dois primeiros como tema viagens e explorações no ambiente exótico do continente Africano. Na segunda parte os contos têm uma vertente política de luta anti-fascismo no Portugal anterior ao 25 de Abril. Nas duas últimas partes do livro o conteúdo muda radicalmente e as histórias são repletas de surrealismo, delírio e crueldade. Tudo isto servido numa linguagem cuidada que, apesar da sua clareza e simplicidade, nos devolve um português riquíssimo que não é, infelizmente, habitual lermos.
Teresa é uma adolescente desenraizada numa América em que a diferença nem sempre é fácil de vivenciar. Angel é o seu único amigo e o facto de ser Brasileiro e também homossexual não são uma mais valia na integração de ambos na grande cidade que é Nova Iorque. O tema da imigração na actualidade, das transformações próprias da adolescência, da dor da perda dos que amamos, fazem deste novo romance de Richard Zimler uma boa aposta para leitores mais jovens - adolescentes e jovens adultos. As referências musicais e cinematográficas são, no entanto, muito mais clássicas do que poderíamos julgar num livro cujos protagonistas são dois jovens. Os Beatles e concretamente John Lennon são uma constante e daí que eu teria apreciado a manutenção do título original: Strawberry Fields Forever.
Qual é o seu tipo de personalidade? O que o move? Com quem deve relacionar-se? Eis algumas das perguntas para as quais encontrará resposta neste livro, após fazer o teste de personalidade nele constante.
Carson McCullers fala-nos da vida de dois oficiais e suas respectivas esposas numa base militar americana, na Georgia, e das tensões provocadas pelo isolamento e por uma vida guiada pelas aparências. De um lado, o capitão Penderton, um homem rígido, sério e frio, e a sua mulher, Leonora, uma mulher descontraída, simples, jovial e intelectualmente "limitada". Do outro, o major Langdon, sedutor e confiante, e Alison, uma pessoa desequilibrada, insegura, desconfiada, encerrando em si duras mágoas, sempre acompanhada do seu excêntrico e excessivo criado filipino. A presença do estranho soldado Williams irá abalar as convicções e a estabilidade aparente destes protagonistas. Neste breve romance são abordadas as questões relativas a impulsos que se sentem, mas devem ser retraídos e consequentes sentimentos contraditórios; à infelicidade como motor do desequilíbrio psicológico, social e afectivo; à tragédia como resultado de todos estes factores.
Terão algum dia fim os problemas de Wilt? A avaliar por estas novas desventuras podemos assegurar que não. Tom Sharpe, considerado um dos romancistas com mais humor da actualidade, apresentou-nos Henry Wilt no ano de 1976 e desde aí já foram vários os títulos desta saga.