
É hoje que tem início a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) na sua nona edição.
Aqui poderá ficar a saber tudo o que se vai passar.
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O romance de estreia de Nuno Camarneiro relata em alternância três histórias de três homens muito diferentes e no entanto tão semelhantes nas suas buscas, nas suas solidões e nas suas dúvidas.
Num registo que passa frequentemente pelo fantástico, Vladimir Nabokov traz-nos a história de Ada e Van num amor incestuoso, num território que é às vezes a Rússia, às vezes a América, que passa pela Europa e que se desenrola num período de quase um século.







Sors é um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro-Húngaro. É uma personagem criada a partir de uma pessoa real, cuja história de vida inspirou Afonso Cruz a escrever este romance. Desde criança que Sors gostava de desenhar - particularmente olhos abertos e olhos fechados. Achava que se vivesse sem distracções que pudessem causar a sua dispersão, podia ir mais longe na vida, aperfeiçoar-se (assim como aconteceria com as árvores: se não cortássemos os seus ramos, cresceriam muito mais, mas na vertical). Obviamente que as distracções vão surgindo e esta estranha, contudo interessante e filosófica personagem terá que lidar com elas da melhor forma.
Neste livro estão reunidas uma série de histórias breves em que o personagem Viskovitz surge sob a pele de diversos animais. Quer seja um rato, um escorpião, um pinguim, um caracol ou um insecto desprezível, adopta sempre os comportamentos dessa espécie e corre sempre em busca do amor de Ljuba. Não obstante, mantém-se "humanizado" e as histórias de Viskovitz acabam por ser histórias acerca de pessoas, pois que são uma analogia de situações do nosso dia-a-dia. Tudo isto com algum vocabulário científico e bastante sentido de humor, ideal para uma leitura descontraída e em paralelo a outra.
Esta é a história de Daniel, um luthier que sobreviveu a Auschwitz. Começando por trabalhar como carpinteiro, pouco depois o comandante do campo descobre a sua verdadeira profissão e, portanto, encomenda-lhe um violino cujo som terá de ser perfeito. Daniel vê nesta situação uma oportunidade de ganhar alguma importância (ou de se tornar menos insignificante) para o comandante, o que lhe dá alguma esperança. Para além disso, as manhãs que passa empenhado na construção do violino proporcionam-lhe um imenso prazer, quase capaz de o fazer esquecer as agruras e a violência do seu dia-a-dia. Um livro breve sobre a salvação através da arte e sobre o próprio amor à arte, no seio de um campo de concentração. Um contraste entre a beleza e o horror, que deixam o leitor preso à história.
O Grande Prémio de Romance e Novela APE foi atribuído ao livro Uma Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares.
A literatura fantástica não é, regra geral, um género bem-amado e divulgado, com excepção de alguns nomes mais conhecidos ( como Poe ou Lovecraft, por exemplo). Stefan Grabinski foi um autor deste género de nacionalidade Polaca nascido em finais do século XIX e que, também ele, passou em grande parte despercebido na sua época tendo sido apenas amplamente reconhecido já em finais do século XX. O Demónio em Movimento é um livro de contos em que o elo de ligação é o comboio e o meio ferroviário.



O mar está sempre presente nos livros de Arturo Pérez-Reverte e O Assédio não é excepção. O cenário é a cidade de Cádiz no inicio do século XIX, mais precisamente em 1811/12, cidade cercada pelas tropas Francesas de Napoleão cuja ligação ao exterior é feita, com grandes dificuldades, pelo mar. Numa época de grande tensão política, económica e social, a trama do mais recente romance deste ex-jornalista Espanhol tem como ponto de partida uma série de mortes misteriosas que o inspector Tizón vai investigar.
Wladimir Kaminer viveu a sua juventude na União Soviética (nasceu em Moscovo em 1967) e é a história dele (supostamente) que nos é contada neste seu primeiro romance, publicado originalmente em 2001.
